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CAMAMA EM TENSÃO: POLÍCIA ACUSADA DE DESTRUIR MURO E CAMPONESAS DENUNCIAM ROUBO DE GALINHAS PELA ADMINISTRAÇÃO

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de mai.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Konda Marta, Daniel Neto, realizou nesta terça-feira, 19 de Maio, uma conferência de imprensa na zona da Cidade Universitária, município da Camama, em Luanda, para denunciar alegadas perseguições por parte da Administração Municipal e da Polícia Nacional.


Por: Redacção l Portal Destaques.ao


Segundo Daniel Neto, apenas 48 horas após o lançamento da primeira pedra para a construção de 500 residências, o Administrador Municipal Adjunto para a Área Técnica, Infraestruturas e Serviços Comunitários da Camama, Paciência Gunge Curinga, acompanhado por efectivos da Polícia Nacional afectos ao Comando Municipal da Camama e por supostos fiscais oriundos da Vila Kiaxi, ordenou a derrubada do muro da empresa Konda Marta pela quinta vez.


O PCA afirmou que a empresa possui toda a documentação legal necessária, incluindo licença de obras, licença de loteamento, título de concessão, direito de superfície, certidões, Diário da República, alvará comercial e contratos devidamente reconhecidos. Ainda assim, segundo ele, nunca houve qualquer notificação formal antes das demolições.


Daniel Neto criticou duramente a actuação das autoridades locais, acusando a Administração da Camama de dificultar investimentos privados e de agir contra os interesses da população.


“Este muro já foi derrubado cinco vezes. Temos todas as licenças, pagamos milhões aos cofres do Estado, mas mesmo assim continuam a destruir. Nunca fomos notificados oficialmente”, denunciou.


O responsável afirmou ainda que o administrador adjunto teria autorizado apenas verbalmente a continuidade das obras, proibindo apenas a vedação do espaço.


Por sua vez, Tadeu Augusto, membro da empresa Konda Marta, relatou que cerca de oito patrulhas da Polícia Nacional estiveram no local durante a operação.


Segundo ele, os agentes chegaram a fotografar as licenças apresentadas pela empresa, mas, mesmo assim, avançaram com a destruição do muro.


“O operador da máquina recusou-se a derrubar o muro e foram os próprios agentes da polícia, juntamente com alguns jovens que aparentavam ser fiscais, que derrubaram a estrutura manualmente”, afirmou.


Tadeu denunciou ainda o uso de gás lacrimogéneo contra as camponesas que se encontravam na área.


As camponesas também relataram momentos de tensão e acusaram as autoridades de abuso de poder.


Helena Noé contou que os agentes lançaram gás lacrimogéneo, obrigando várias mulheres a fugir do local.


“Se quiserem nos matar, que assim seja, porque também somos angolanas”, declarou.


Já Madalena de Faria acusou membros da Administração Municipal da Camama de levarem bens pertencentes às camponesas, incluindo galinhas e sacos de cimento.


“A Administração levou galinhas da população e 15 sacos de cimento. Não é a primeira vez. É triste e vergonhoso”, lamentou.


O caso continua a gerar indignação entre moradores e trabalhadores da zona, que exigem esclarecimentos e responsabilização das autoridades envolvidas.

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