JORNALISTA É AGREDIDO POR FISCAIS EM VIANA APESAR DE CIRURGIA RECENTE À COLUNA
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O jornalista Dionísio António foi alvo de agressões físicas e verbais protagonizadas por agentes da fiscalização da Administração Municipal de Viana, na terça-feira, 13 de Janeiro, enquanto exercia a sua actividade profissional. O incidente ocorreu nas imediações do Banco BAI, numa área recentemente vedada pelas autoridades administrativas.
Por: Ernesto João l Portal Destaques.ao
Segundo o profissional, o episódio deu-se quando este procurava apurar informações sobre uma alegada confusão envolvendo uma vendedora ambulante e fiscais municipais. A situação estaria relacionada com um caso recente julgado pelo Tribunal de Comarca de Viana, no qual uma cidadã foi condenada após ficar provado que atirou um objecto contra o vidro traseiro de uma viatura utilizada por agentes da administração.
Ao tentar obter esclarecimentos no local e após identificar-se como jornalista, Dionísio António afirma ter sido surpreendido por uma acção violenta por parte de vários fiscais. Entre os actos denunciados constam empurrões, puxões, uma bofetada na nuca, ofensas verbais e ameaças.
O jornalista relata ainda que a situação se agravou mesmo após informar os agentes sobre o seu estado de saúde delicado, uma vez que havia sido recentemente submetido a uma cirurgia à coluna lombar, o que o colocava em condição de especial vulnerabilidade.
Na sequência do ocorrido, Dionísio António deslocou-se à Administração Municipal de Viana, com o objectivo de contactar o responsável pela fiscalização, mas não obteve qualquer resposta.
Posteriormente, apresentou queixa formal junto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Viana, onde o caso foi registado como agressão ocorrida no exercício da actividade profissional.
O jornalista apela à responsabilização dos autores e sublinha que o episódio não deve ser tratado como um caso isolado, mas sim como um alerta para práticas recorrentes de abuso de poder por parte de alguns agentes de fiscalização.
Dionísio António defende ainda que a divulgação pública do caso é fundamental para a defesa da liberdade de imprensa e para a prevenção de futuras violações dos direitos dos profissionais da comunicação social em Angola.











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