POLÉMICA NO JARDIM DE ROSAS: ADMINISTRAÇÃO DA CAMAMA REAGE A VÍDEO SOBRE DEMOLIÇÃO DE CASAS
- Portal Destaques
- 21 de jul.
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Por: Ernesto João | Portal Destaques.ao
A Administração Municipal da Camama reagiu, nesta segunda-feira, 21 de julho, a um vídeo que circula nas redes sociais, no qual vários cidadãos acusam a instituição de ter demolido residências na 4.ª fase do Jardim de Rosas, no Residencial da Camama.
Em conferência de imprensa convocada para esclarecer a situação, três intervenientes deram as suas versões dos factos: representantes das famílias desalojadas, a empresa proprietária do espaço e o órgão municipal de fiscalização.
António Pedro Fonseca, porta-voz das famílias afectadas, afirmou que as casas demolidas foram erguidas sobre terrenos cultivados por suas avós, há décadas:
"Nós já residíamos no local muito antes da empresa 'Bagdá' (parceira da Unipreve) surgir. As lavras das nossas avós foram destruídas com a promessa de indemnização, que nunca se concretizou. As casas ali construídas foram abandonadas desde 2010. Em 2017, voltamos ao local e encontramos apenas escombros. Fizemos melhorias e reconstruímos com esforço próprio. Porém, a Administração da Camama demoliu tudo, sem nunca termos sido notificados", lamentou.
Faustino Samuel, assistente administrativa da empresa Mar Gradiosi, parceira da Unipreve, explicou que as construções na zona foram iniciadas em 2013, mas interrompidas por questões administrativa entre os sócios e, posteriormente, pela pandemia da COVID-19.
"Depois de um primeiro grupo de invasores ter sido retirado em 2022, outro grupo voltou a ocupar as casas inacabadas. A empresa Mar Gradiosi é a proprietária legítima e responsável pela construção das residências", garantiu.
Administração defende-se: “Foi um acto administrativo, não violência”
Ariclenes Francisco Ferreira Matias, Director Municipal de Fiscalização e Inspecção da Camama, confirmou a operação de demolição, realizada a 14 de julho de 2025, em resposta a uma queixa formal da empresa Unipreve.
"As estruturas já estavam erguidas — cerca de 52 residências. As pessoas foram notificadas por escrito. Diante da resistência, fomos obrigados a usar meios administrativos para retirá-las. Algumas saíram voluntariamente. A Administração disponibilizou três camiões para transportar os pertences das famílias", esclareceu.
Rejeitando as acusações de agressão, Matias afirmou:
"As informações nas redes sociais são falsas e caluniosas. Nenhum material de apoio governamental foi destruído. Ninguém foi maltratado. Foi uma acção administrativa legítima."











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