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“CONFLITO DE TERRENOS NA CAMAMA ESCALA: TRIBUNAL LEVANTA PROVIDÊNCIA E EXPÕE SUSPEITAS DE VENDA ILEGAL”

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Tribunal da Comarca de Luanda restabelece provisoriamente a legalidade de terrenos em litĂ­gio na Camama


Por: Ernesto JoĂŁo | Portal Destaques.ao


O clima de tensão voltou a adensar-se na Camama, em Luanda, após novos incidentes envolvendo a disputa por vårios terrenos na zona. No såbado, 18 de Outubro, Daniel Afonso Neto, Presidente do Conselho de Administração da empresa Konda Marta que detém a posse provisória do espaço, denunciou que a actuação de efectivos policiais representou uma afronta directa à autoridade do Tribunal da Comarca de Luanda.


O tribunal havia devolvido, em Julho, a posse provisĂłria do terreno Ă  empresa, decisĂŁo que parecia encaminhar o fim de um litĂ­gio iniciado em 2016 e marcado por alegadas ligaçÔes de alguns intervenientes a altas patentes da PolĂ­cia Nacional e das Forças Armadas. No entanto, as recentes movimentaçÔes apontam para sinais de desobediĂȘncia institucional e possĂ­vel abuso de poder, reacendendo o conflito.


Em declaraçÔes Ă  imprensa na sexta-feira, 28 de Novembro, o advogado, Mabanza Kambaca, esclareceu a situação jurĂ­dica e apontou o grupo “Konda Marta” como responsĂĄvel por transacçÔes ilegais de terrenos.


Segundo o jurista, o grupo havia apresentado uma providĂȘncia cautelar provisĂłria, alegando ser “terceiro interessado”. Contudo, nĂŁo deu entrada da acção principal dentro do prazo legal de 30 dias, o que levou Ă  caducidade automĂĄtica da medida.


“A providĂȘncia cautelar perdeu todos os seus efeitos. Como foi embargada, o tribunal que a decretou procedeu ao levantamento, declarando que jĂĄ nĂŁo possui validade jurĂ­dica”, afirmou.


Kambaca alertou também que muitos moradores compraram terrenos sem verificar a legitimidade dos vendedores.


“Este grupo denominado Konda Marta tem efectuado vendas de terrenos que nĂŁo lhes pertencem. A venda de terreno alheio Ă© crime”, frisou.


O advogado informou ainda que mais de 20 terrenos jĂĄ foram devolvidos aos seus legĂ­timos proprietĂĄrios. Acrescentou que o grupo alega ser dono de uma vasta extensĂŁo territorial — da SapĂș Ă  Barra do Kwanza, incluindo a centralidade do Kilamba — afirmaçÔes classificadas pelo jurista como “absurdas e mentirosas”.


Para garantir o cumprimento do mandado de levantamento da providĂȘncia cautelar, o tribunal solicitou apoio da PolĂ­cia Nacional, dada a resistĂȘncia registada em acçÔes anteriores envolvendo o mesmo grupo.


Durante a operação, algumas mulheres recusaram-se a abandonar o local, mas, segundo o advogado, a intervenção policial foi equilibrada e orientada pela sensibilização.


“A polícia desempenhou o papel mais importante, sensibilizando as pessoas e garantindo a execução pacífica do mandado judicial”, destacou.


Kambaca reforçou que o grupo tem histórico de invasÔes e que o cumprimento rigoroso das ordens judiciais é essencial para restaurar a legalidade e evitar o agravamento do conflito.

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