MILITARES NA GUINÉ-BISSAU DESAFIAM CEDEAO E MANTÊM DOMINGOS SIMÕES PEREIRA DETIDO
- Portal Destaques
- 3 de jan.
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O Governo de Transição da Guiné-Bissau, liderado pelos militares que tomaram o poder por via de um golpe de Estado, informou a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que a libertação do líder do PAIGC e presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira, não ocorrerá por enquanto.
Por: Redacção l Portal Destaques.ao
A informação consta de uma carta datada de 2 de janeiro de 2026, enviada ao presidente da Comissão da CEDEAO pelo ministro guineense dos Negócios Estrangeiros, João Bernardo Vieira. No documento, os militares justificam a manutenção da detenção com a existência de um alegado processo judicial em curso contra Domingos Simões Pereira.
“Cumpre-nos esclarecer que, segundo os órgãos judiciais, o cidadão Domingos Simões Pereira encontra-se sujeito a uma questão de foro judicial em curso, razão pela qual permanece detido”, lê-se na carta que circula nas redes sociais.
A autenticidade do documento foi confirmada à CFM por uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau.
Recorde-se que, desde a tomada do poder pela força, a 26 de novembro de 2025, os militares golpistas procederam à dissolução de várias instituições do Estado, suspenderam a Constituição da República e impediram a divulgação dos resultados das eleições presidenciais realizadas a 23 de novembro, nas quais o general Umaro Sissoco Embaló teria sido derrotado logo na primeira volta.
A CEDEAO havia exigido a libertação imediata de todos os detidos políticos, posição que, com esta comunicação oficial, é agora claramente contrariada pelas autoridades de transição.











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