“EX-ADMINISTRADOR DO CALUMBO DEIXA O PAÍS SEM ENTREGAR O CARGO E GERA TENSÃO NO MPLA”
- Portal Destaques
- 10 de nov.
- 2 min de leitura
Por: Redacção l Portal Destaques.ao
A província do Icolo e Bengo volta a ser o centro das atenções neste fim de semana prolongado, após a polémica exoneração de Miguel de Almeida “Lito”, ex-administrador do município do Calumbo. Fontes locais indicam que o antigo dirigente deixou o país rumo a Portugal sem formalizar a entrega da pasta ao seu sucessor, situação que está a gerar fortes reações dentro das estruturas administrativas e partidárias.
A decisão de Miguel de Almeida, exonerado recentemente pelo governador Auxílio Jacob, é vista por muitos como um acto de insubordinação e quebra de ética institucional, o que causou desconforto tanto na administração local como no seio do MPLA, partido no poder.
Segundo fontes partidárias, o caso é considerado grave, uma vez que o ex-administrador acumulava também o cargo de primeiro secretário do MPLA no município, uma função política de grande responsabilidade orgânica.
No último sábado, o município do Calumbo recebeu a visita do camarada Virgílio de Fontes Pereira, coordenador do Grupo de Acompanhamento do Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA. O dirigente foi recebido pelo segundo secretário municipal, Nelson José, e a ausência de Miguel de Almeida durante a visita foi interpretada como um sinal claro de indisciplina partidária.
Fontes próximas do partido avançam que a Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria do Comité Central, coordenada pelo general Pedro de Morais Neto, poderá convocar Miguel de Almeida para prestar esclarecimentos sobre o caso, num processo que promete mexer com os bastidores do MPLA.
Enquanto isso, em Calumbo, a administração tenta reorganizar-se em meio à incerteza, com parte da população a exigir explicações e estabilidade após o súbito afastamento do seu dirigente máximo.
O chamado “caso Lito” abre mais um capítulo de turbulência política dentro do MPLA, expondo fragilidades nos mecanismos de transição administrativa e reforçando o debate sobre disciplina e responsabilidade partidária nas estruturas locais.











Comentários