PRIMEIRÍSSIMA DAMA DO REINO NTU REVELA SEGREDOS DO MAKUELA E APELA AO REGRESSO ÀS ORIGENS
- Portal Destaques
- 15 de ago.
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Por: Manuel Augusto
Em entrevista exclusiva concedida nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, ao portal de notícias Destaques.ao, a Primeiríssima Dama do Reino do Povo NTU, Nkama Ngudi Yzoleze Ua TadiDiantedimisi, partilhou a sua história, falou sobre os costumes do povo Ba’Ntu e defendeu a preservação das tradições ancestrais como pilar da identidade cultural africana.
Antes de receber o título real, era conhecida como Priscila Guimarães, estudante de pedagogia e membro da Igreja Evangélica de Angola.

A sua vida mudou quando descobriu, segundo relata, “a verdadeira identidade e missão” ao lado do Rei TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi.
“Representar o povo NTU é conservar a lei e os costumes justos herdados dos nossos ancestrais, restaurando o Kongo Diya Nthotila e a dignidade de África”, afirmou.

Um dos pilares dessa tradição é o Makuela, casamento entre um homem e duas ou mais mulheres que segundo a Rainha, segue critérios de justiça, missão espiritual, capacidade financeira e, em certos casos, um dever de encarnação.
“No caso do meu Rei e marido, a lei ancestral determina que deve ter, no mínimo, sete esposas”, esclareceu.
Segundo a Primeiríssima Dama, a harmonia dentro do Makuela é possível quando todas conhecem e respeitam a Lei ancestral:

“Cada uma tem o seu tempo com o marido e nenhuma de nós sozinha conseguiria cuidar dele de forma perfeita, até porque vivemos em respeito e irmandade, sem rivalidades” disse.
Para a primeiríssima Dama, abandonar essas práticas em favor de modelos culturais alheios é um erro.
“Eu não sou europeia, sou Akongo. Não posso viver iludida, tentando ser algo contrário à minha natureza. Tudo tem um motivo, e devemos olhar para a natureza, como ensina o meu Rei” afirmou.
Há 17 anos ao lado do Rei TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi, Nkama Ngudi Yzoleze Ua TadiDiantedimisi, diz que vê o Reino crescer “como um grão de mostarda”, com frutos visíveis na transformação espiritual e cultural dos que seguem os ensinamentos reais.
Entre as suas responsabilidades, destaca a educação infantil, vista como missão central das mulheres no Reino:
“Em Mbanza Kongo cultivamos paz, alegria, justiça e vida eterna. A prosperidade de uma alma vivente depende do cumprimento da Lei ", asseverou.
A Primeiríssima Dama sublinha que o Rei é “Servo de Nzambi Tata, o Altíssimo”, e que as suas próprias agendas são extensões da missão real, voltadas para a parte feminina da sociedade.
Sobre críticas e rejeições, inclusive de familiares, afirma que nunca pensou em recuar.
“Quando o meu marido se revelou como Rei do Povo Bantu, muitos parentes não me apoiaram e até me chamaram de tola por aceitar um homem com várias mulheres. Mas este é o meu propósito de vida” destacou.

Nkama Ngudi Yzoleze Ua TadiDiantedimisi, deixou ainda um convite às mulheres: Venham para o Reino dos vossos ancestrais, aprendam a verdadeira cultura e, se escolherem viver dentro do Reino da Pedra e em Makuela, levem o testemunho às almas que encontrarem.
Quem ouvir, tornar-se-á um convosco; quem rejeitar, siga o caminho que escolheu.
Ao encerrar, expressou gratidão, vida eterna ao Rei dos reis do povo NTU e rendeu graças por tudo o que ele os tornou nesta caminhada pela liberdade do Kongo e de África.











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