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O RENASCIMENTO DO REINO DO KONGO E A FIGURA DO REI TADIDIAMBUISU

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    Portal Destaques
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

A história do Reino do Kongo continua a despertar diferentes interpretações no seio das comunidades que preservam a sua memória cultural, espiritual e identitária.


Entre as narrativas contemporâneas ligadas ao ressurgimento simbólico do antigo Reino Kongo destaca-se a visão apresentada pelo Rei TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi, que defende que o processo de restauração do Reino teve origem numa sequência de profecias transmitidas ao longo de gerações.


Por: Manuel Augusto | Jornalista


Segundo TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi, Rei do Povo Kongo, uma das referências centrais dessa narrativa remonta ao ano de 1921, em Mbanza Nsanda, onde o profeta Simon Kimbangu teria anunciado o ressurgimento do Reino do Kongo através da manifestação de um Reino Divino, deixando a mensagem: “Kongo será livre e África também”.


De acordo com o Rei, a profecia de Simon Kimbangu apontava para um processo dividido em três grandes fases.


A primeira estaria relacionada com a Segunda Guerra Mundial, ocorrida na década de 1940; a segunda corresponderia ao período das independências africanas, sobretudo a partir das décadas de 1960 e 1970, incluindo territórios que integravam o antigo espaço geográfico do Reino do Kongo; e a terceira fase estaria associada ao nascimento de um Rei que reuniria três poderes, processo que, segundo esta visão, teria ocorrido na década de 1980.


Nesta narrativa espiritual, o nascimento do Rei TadiDiambuisu nas regiões do Maiombe, pertencentes ao antigo Reino de Loango, é apresentado como o cumprimento de antigas previsões atribuídas a figuras históricas e espirituais como Kimpa Vita e Ne Muanda Nsemi, que teriam anunciado que o futuro soberano surgiria daquela região.


Para o Rei TadiDiambuisu, a sua infância e juventude foram marcadas pela ligação às terras de Cabinda, antes da sua deslocação para Luanda, onde teria recebido orientações espirituais para iniciar o processo de renascimento do Reino do Kongo.


O Rei do Kongo afirma que o ano de 2016 marcou uma etapa decisiva, quando abandonou as actividades que desenvolvia anteriormente e assumiu a missão de mobilizar os primeiros seguidores.


Na altura, muitos dos jovens recrutados tinham idades próximas dos 15 anos, tendo sido posteriormente preparados durante vários anos para desempenharem funções dentro da estrutura do movimento.


De acordo com a sua versão, durante cerca de cinco anos foi realizado um trabalho interno de formação e organização, antes da divulgação pública do projecto com maior visibilidade, sobretudo a partir de 2022.


O Rei TadiDiambuisu relata que a sua coroação física ocorreu em Outubro de 2022, no Cemitério dos Nobres, localizado no bairro Chixiaku, em Cabinda, momento que considera uma etapa fundamental para a afirmação pública do renascimento do Reino Kongo.


Para TadiDiambuisu Evo TadiDiantedimisi embora o Reino tenha regressado espiritualmente desde o seu nascimento, a sua restauração institucional teve início a 23 de Junho de 2016, data em que, chamava-se Pedro Cefas, tendo iniciado formalmente a mobilização dos primeiros súbditos e colaboradores que dariam suporte ao processo.




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