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ESCÂNDALO EM LUANDA: REITOR ACUSADO DE USAR UNIVERSIDADE PARA OCUPAR TERRAS E ERGUER CONDOMÍNIOS PRIVADOS

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.

O Diretor-Geral da Konda Marta, Daniel Neto, denunciou nesta terça-feira, 17 de Março, o reitor do Campus Universitário Dr. António Agostinho Neto, Pedro Magalhães, por alegada usurpação de terras públicas em Luanda.


Por: Redacção l Portal Destaque.online


Segundo Daniel Neto, vários terrenos que foram destinados à construção de infraestruturas universitárias estariam a ser utilizados pelo reitor para fins privados, nomeadamente a construção de propriedades destinadas à comercialização. “É uma vergonha que o reitor esteja a usar a universidade para enriquecer-se às custas dos estudantes e da população”, afirmou.


De acordo com o responsável, os terrenos localizados no perímetro do campus universitário, na zona do Camama, estariam a ser ocupados com o aval de Pedro Magalhães. Acrescenta ainda que há direitos de superfície atribuídos com base em áreas que teriam sido desanexadas da Universidade Agostinho Neto, levantando dúvidas sobre a legalidade desses procedimentos.


Fontes citadas pelo Portal Destaques indicam que algumas construções apresentadas como pertencentes à universidade seriam, na realidade, de interesse pessoal do reitor. Há também alegações de que Magalhães pretende erguer um condomínio para posterior venda de habitações, com preços estimados em cerca de 50 milhões de kwanzas por unidade.


Daniel Neto criticou ainda a situação, comparando-a com casos de ocupação ilegal por cidadãos comuns: “Quando é um munícipe de baixa renda que invade terrenos, fico preocupado porque somos todos pobres. Mas quando é uma entidade com responsabilidade pública, a situação é ainda mais grave.”


Durante a denúncia, camponeses ligados à empresa Konda Marta manifestaram o seu descontentamento. Um dos representantes, identificado como José Eduardo, afirmou que o reitor já teria sido notificado pelo IGAE, mas negou possuir terrenos de interesse pessoal. Segundo ele, as obras estariam a ser realizadas em nome da universidade, mas com fins comerciais.


O caso levanta sérias questões sobre a gestão de terrenos públicos e o papel das instituições académicas, aguardando-se agora um posicionamento oficial das autoridades competentes.

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