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“JOÃO LOURENÇO TRAVA PRESSÃO INTERNA E MANTÉM JÚ MARTINS NO CENTRO DA ESTRATÉGIA DO MPLA”

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    Portal Destaques
  • há 6 minutos
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O Presidente do MPLA, João Lourenço, convocou na passada quinta-feira, 21, o mandatário para as questões do congresso do partido, João de Almeida Azevedo Martins, para uma reunião centrada nos preparativos do próximo congresso da formação política.


Por: Redacção l Portal Destaques.ao


Segundo informações avançadas pelo club-k, Jú Martins esteve acompanhado pela vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa. Durante o encontro, João Lourenço terá abordado a recente circulação de vídeos privados atribuídos ao dirigente partidário, rejeitando qualquer possibilidade de afastamento das suas funções políticas.


Fontes próximas do processo indicam que o líder do MPLA interpretou a divulgação dos conteúdos como uma alegada tentativa de chantagem política promovida por sectores internos ligados ao regime, com o objectivo de enfraquecer a estratégia do congresso e atingir indirectamente a sua liderança.


De acordo com as mesmas fontes, João Lourenço considerou não existirem razões para afastar Jú Martins, sublinhando que o dirigente não concorre à liderança do partido. A interpretação feita nos bastidores é de que determinadas alas internas procuraram pressionar o Presidente a afastar o político, que chegou a ser apontado como potencial candidato ao cargo de secretário-geral do MPLA após o congresso previsto para Dezembro.


As informações apuradas indicam ainda que os vídeos terão sido captados em 2014, numa altura em que Jú Martins mantinha relações empresariais com parceiros israelitas. O relacionamento deteriorou-se posteriormente devido a divergências relacionadas com gestão financeira e controlo de uma empresa comum.


O conflito evoluiu para disputas judiciais, com o dirigente angolano a acusar os antigos parceiros de provocarem prejuízos superiores a cinco milhões de dólares. Em contrapartida, os empresários alegaram perseguição política e judicial. Alguns acabariam condenados por crimes de branqueamento de capitais e abuso de confiança.


Fontes ligadas ao processo referem que, antes do desentendimento, Jú Martins teria solicitado aos parceiros a instalação de sistemas de videovigilância na sua residência e no gabinete de trabalho. Após o rompimento da parceria, teria sido descoberto que os empresários mantinham acesso remoto ao sistema de monitorização, permitindo-lhes acompanhar imagens privadas sem autorização do dirigente angolano.


Na sequência do conflito, os empresários terão apresentado o caso à Procuradoria-Geral da República, alegando possuir vídeos íntimos do antigo parceiro. Contudo, segundo relatos associados ao processo, a magistrada responsável concluiu que o conteúdo não configurava qualquer crime, por envolver adultos em contexto privado.


Entre os nomes associados ao caso surgem Tal Eliaz e Voimoy Atia, ambos condenados por abuso de confiança e branqueamento de capitais. Tal Eliaz chegou a cumprir pena na Cadeia do Cavaco, em Benguela. Os dois empresários são igualmente associados a Dudik Hazam.


Nos círculos internos do MPLA, Jú Martins é frequentemente descrito como o “pensólogo do partido”, devido ao papel que desempenha na definição de estratégias políticas, linhas de comunicação e orientação ideológica da organização. Actualmente, integra o Secretariado do Bureau Político, mas não faz parte formalmente das subcomissões ligadas às candidaturas internas do congresso partidário.


Fonte: Club-k

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