
FLAGRANTE INSÓLITO NO CURRAL: COLABORADOR APANHADO COM CABRA GERA DEBATE JURÍDICO
- Portal Destaques
- 26 de dez. de 2025
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O Comissário Waldemar José tornou público, através das redes sociais — com destaque para o Facebook — um episódio insólito ocorrido na sua fazenda, na passada quinta-feira, dia de Natal.
Por: Redacção l Portal Destaques.ao
Segundo o relato, o Comissário recebeu várias notificações das câmaras de vigilância instaladas no curral dos cabritos.
Diante dos alertas, mobilizou alguns colaboradores e conseguiu surpreender um indivíduo em flagrante, no interior do curral, com uma cabra em mãos.
Após a abordagem, constatou-se que o suspeito era um dos próprios colaboradores da fazenda. De imediato, Waldemar José contactou o Comandante Municipal da área onde se localiza a fazenda, que prontamente destacou uma patrulha para o local. O cidadão foi conduzido às celas, tendo o Comissário elogiado publicamente a rapidez e eficácia da atuação policial.
No entanto, durante a intervenção das autoridades, o colaborador alegou que não pretendia furtar nenhum animal, afirmando que a sua intenção não era o roubo, mas sim um comportamento de natureza imprópria, justificado por um estado de “excitação”.
A declaração causou surpresa e indignação. O Comissário questionou publicamente que tipo de excitação poderia levar alguém a tal comportamento, levantando ainda especulações irónicas sobre possíveis influências externas.
Do ponto de vista jurídico, Waldemar José manifestou dúvidas quanto à responsabilização criminal do suspeito.
Segundo ele, caso o indivíduo consiga convencer o Procurador durante o interrogatório preliminar, poderá não ser formalmente indiciado, uma vez que a legislação penal não tipifica expressamente o crime de abuso sexual contra animal.
Ainda assim, o Comissário defende que o caso pode configurar tentativa de furto qualificado, nos termos da alínea f) do n.º 2 do artigo 393.º do Código Penal.
Ao final da publicação, Waldemar José lançou o debate ao público:
Tratou-se realmente de uma tentativa de furto ou de uma desculpa usada para evitar a indiciação criminal?
Agora, a expectativa recai sobre a decisão do Magistrado do Ministério Público, que deverá enquadrar juridicamente o caso.











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