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EXPECTATIVAS E CRÍTICAS MARCAM VÉSPERA DA MENSAGEM À NAÇÃO DE JOÃO LOURENÇO

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    Portal Destaques
  • 14 de out.
  • 3 min de leitura

Por: Ernesto João l Portal Destaques.ao


Na véspera da abertura oficial do Ano Parlamentar 2025-2026, agendada para quarta-feira, 15 de Outubro, crescem as expectativas e críticas em torno do discurso sobre o Estado da Nação, a ser proferido pelo Presidente da República, João Lourenço, na Assembleia Nacional.


Enquanto alguns sectores da sociedade esperam mensagens de esperança e soluções concretas, outros expressam profundo ceticismo quanto ao impacto prático das palavras do Chefe de Estado.


Carlos Cassoma (JFNLA): “O Presidente falhou. Não se esperam milagres”


O Secretário-Geral da Juventude do Partido da Frente Nacional de Libertação de Angola (JFNLA), Carlos Cassoma, afirmou não esperar melhorias significativas no discurso presidencial.


Segundo Cassoma, João Lourenço decepcionou a juventude angolana com promessas não cumpridas, como a criação de 500 mil empregos e o combate efetivo à corrupção:


“Prometeu combater a corrupção, mas limitou-se a atacar figuras ligadas à família do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, ignorando outros grupos de poder económico.”


Cassoma criticou ainda:


A prioridade na construção de grandes hospitais sem pessoal capacitado para operar os equipamentos;


A ausência de novas centralidades habitacionais, acentuando a crise de moradia entre os jovens;


A fraca aposta na educação, que continua a receber menos de 7% do orçamento nacional;


A continuação do programa Kwenda, sem fiscalização e com poucos resultados palpáveis;


A concentração excessiva de poderes nas mãos do Presidente, comprometendo a separação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.


O dirigente da JFNLA considera que, a menos de um ano do fim do mandato, “o Presidente não tem como cumprir as promessas feitas, mesmo que fosse profeta”.


Gonçalo Bula (PRS): “Esperamos um discurso de esperança e compromisso com os direitos fundamentais”


Por sua vez, Gonçalo Bula, Porta-voz do Partido de Renovação Social (PRS), espera uma mensagem reconfortante e centrada nas necessidades mais urgentes da população.


Entre os principais pontos que o PRS espera do discurso estão:


Reposição do poder de compra das famílias;


Respeito pela separação de poderes e fim da partidarização da gestão pública;


Cumprimento das promessas de emprego, apoio às iniciativas económicas e acesso à habitação;


Melhoria da justiça, com maior celeridade nos processos;


Valorização do capital humano, como motor do desenvolvimento nacional.


Bula sublinha ainda o contexto simbólico dos 50 anos da independência nacional:


“Não é essa Angola que se desejava. Hoje, vivemos um dos momentos mais tristes da nossa história. A miséria é soberana e quebra com a nossa paz e a razão de sorrir.”


Paulo da Costa Cabuasa (Sociedade Civil): “O combate à corrupção deve deixar de ser simbólico”


Representando a sociedade civil, o activista Paulo da Costa Cabuasa reforçou a urgência de ações práticas na luta contra a corrupção:


“A sociedade espera que o Presidente reafirme o seu compromisso com a transparência e a responsabilização.”


Cabuasa defende uma governação que:


Aplique corretamente os recursos públicos;


Ofereça serviços eficientes;


Implemente políticas que melhorem a qualidade de vida nas comunidades mais vulneráveis;


E priorize a justiça social, com foco no cidadão.


A cerimónia de abertura do Ano Parlamentar acontece esta quarta-feira, 15 de Outubro, na Assembleia Nacional, com a presença de deputados, membros do Executivo, do poder judicial e representantes da sociedade civil. A tradicional Mensagem sobre o Estado da Nação é vista como um momento crucial para que o Presidente da República preste contas e apresente a visão para o último ano do seu mandato.


Contudo, entre expectativas de mudança e críticas contundentes ao desempenho governativo, o discurso de João Lourenço será analisado com atenção redobrada por uma população que clama por soluções reais para os múltiplos desafios sociais e económicos do país.

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