DEPOIS DA ELEIÇÃO DA NOVA SECRETÁRIA-GERAL DA IERA: NÃO EXISTE VARA MÁGICA, APENAS ORAÇÃO, UNIDADE E SERVIÇO
- Portal Destaques
- 12 de ago.
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Por Ir. Mayama Salazar “Matumona”
Antes de mais nada, aproveito esta ocasião para endereçar as minhas mais vivas felicitações a todos os membros da nossa amada Igreja, em particular aos meus irmãos na fé — os delegados que souberam ouvir, no íntimo de seus corações, a doce e suave voz do Espírito Santo. Esta é, afinal, a vontade de Deus. Louvado seja o Senhor!
Dirijo-me agora, de forma especial, à Sua Excelência Reverendíssima, Deolinda Dorcas Teca, Secretária-Geral e Representante Legal
da IERA. Até aqui foi o Senhor quem a escolheu e sustentou. O caminho a percorrer é longo e, neste percurso, será necessário: ouvir, promover a unidade, construir pontes, exercer uma liderança inclusiva e participativa, agindo com amor, bem como uma mulher sábia que edifica o lar e, nas grandes decisões, usar o discernimento e a sabedoria de Salomão.
Dessa maneira, será uma verdadeira mãe espiritual para todos.
Após o processo eleitoral que culminou com a eleição da actual Secretária-Geral da IERA, e passados alguns dias, sinto ardentemente em meu coração que a expectativa criada em torno da sua liderança é, sem sombra de dúvidas, incalculável no seio da nossa denominação religiosa.
Há, no entanto, uma forte tendência de acreditar que a imagem da Igreja possa mudar de um dia para o outro.
Amados no Senhor, eu, vosso irmão na fé, peço-vos ponderação ao longo deste novo mandato de quatro anos. Na verdade, não existe nenhuma vara mágica.
Por conseguinte, convido agora o caro leitor — meu irmão na fé — a refletir sobre as três principais premissas que julgo serem fundamentais: oração, unidade e serviço.
No decorrer deste mandato, devemos curvar-nos incessantemente diante do Senhor em oração, usando este poder que nos foi dado por Deus.
E o que é, afinal, a oração? Em palavras simples, a oração é falar com Deus; dirigir-se directamente a Ele; é a comunicação da alma humana com o Deus que a criou.
Igualmente, a oração é o caminho principal para o cristão expressar suas emoções e desejos a Deus, mantendo-se intimamente ligado à comunhão com Ele.
Paulo escreveu: “ Não fiquem preocupados com alguma coisa, mas, em tudo, sejam conhecidos diante de Deus os pedidos de vocês, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).
É bem verdade que, quando oramos, fortalecemos a nossa relação com Deus e com os homens, pois quem ama o seu irmão ama a Deus — porque nós somos imagem e semelhança do Criador ( Gênesis 1:26-28 ).
A segunda premissa é a unidade cristã— um conceito básico da fé, que se refere à relação espiritual entre os membros que fazem parte do Corpo de Cristo. Essa unidade é reiteradas vezes sublinhada na Bíblia, na qual o apóstolo Paulo, em suas cartas, reforça o impacto que ela exerce na vida do cristão, ao estarmos unidos em um só espírito e um só propósito.
Essa unidade transcende todas as diferenças sociais, culturais, antropológicas, doutrinárias e até afectivas, permitindo que os cristãos interajam e vivam unidos em adoração e no serviço ao ministério de nosso Senhor Jesus Cristo.
Porém, a unidade não exige uniformidade de pensamento, mas sim unidade de propósito, amor e missão — que todos pensemos e ajamos para a edificação do Corpo de Cristo, colocando os talentos individuais a serviço da Igreja e trabalhando numa causa comum.
A terceira e última premissa é o serviço a Deus. E o que significa servir a Deus? É o ato de dedicar-se com devoção e sinceridade, cumprindo a vontade e os propósitos do Criador. Envolve a entrega total do corpo e do espírito, manifestada em atitudes, sacrifícios, temor, obediência e amor a Deus.
Esse serviço pode expressar-se de diferentes formas: no testemunho de obediência aos mandamentos bíblicos, na dedicação ao ministério, no crescimento espiritual, na intercessão, nos atos de caridade, no fervor da oração, na meditação, no dízimo e nas ofertas.
Na carta aos Filipenses 2:5-11, o apóstolo Paulo destaca a plena humildade e a disposição de Jesus em ser servo. Esse é o maior exemplo a ser seguido, pois a missão de servir não deve ser vista como opcional, mas como um reflexo da natureza do próprio Salvador. Da mesma forma, as palavras de Paulo em I Coríntios 11:1 — "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" — servem de exortação a todos os cristãos.
Amados no Senhor, como destaquei anteriormente, a atual liderança, que tomará posse em novembro deste ano, não possui uma *vara mágica* para mudar a imagem da Igreja de um dia para o outro, como muitos anseiam. É preciso, doravante, que trabalhemos juntos em espírito e em verdade, *rejeitando o tribalismo, o regionalismo e evitando a marginalização da liderança anterior* . Não nos esqueçamos de que são nossos pais na fé.
Relembremos o que diz Êxodo 20:12 — “ *Honra teu pai e tua mãe* ” —, mandamento que traz a promessa de vida longa.
E surge a questão: é possível estar em comunhão com Deus quando o coração está cheio de mágoa, ódio, inveja, fofoca, intrigas e falta de amor pelos nossos pais na fé? *Que tipo de cristãos somos?*
É fundamental olharmos para os dons do Espírito (I Coríntios 12:4-11), que nos darão melhor discernimento para agir, pensar e relacionar-nos com o próximo, servindo de bússola espiritual para que a nova liderança trabalhe em favor do desenvolvimento espiritual e material da Igreja, para a glória eterna de Deus Pai Todo-Poderoso, fundamentada na oração, na unidade e no serviço.
Contudo, queridos irmãos em Cristo Jesus, sem ofertas, dízimos e entrega total, não haverá progresso — mesmo que a liderança seja composta por quadros brilhantes. Por isso, amados no Senhor, ouçamos a voz do Espírito Santo, o Consolador prometido por Jesus Cristo, que vive em nós (João 14:16-26).
Oremos para que o Senhor abençoe e conduza a nossa IERA com a ação viva e poderosa do Espírito Santo.
A Ele toda a honra, toda a glória e todo o domínio. Amém.











Deus seja louvado