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CAMPONESAS DENUNCIAM AMEAÇAS NA CAMAMA E ACUSAM RESPONSÁVEL JURÍDICA DE ABUSO DE PODER

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

Camponesas que actuam na zona do Campus Universitário, no município da Camama, acusam Ana João, membro do gabinete da área jurídica da administração municipal, de proferir ameaças contra as comunidades locais.


Por: Redacção l Portal Destaque.online


De acordo com informações avançadas pelo Portal Destaques nesta quarta-feira, 25 de Março, a denúncia foi feita pela responsável das camponesas ligadas à empresa Konda Marta, que rejeitou qualquer tipo de intimidação.


“Nós não precisamos que a senhora nos ameace. Já passaram vários administradores que também nos ameaçaram, mas até hoje continuamos firmes. A senhora Ana João não pode se considerar acima de um tribunal, até porque o caso já está a ser acompanhado judicialmente”, afirmou.


Por sua vez, Daniel Neto, PCA da empresa Konda Marta, apresentou a versão da empresa sobre o conflito de terras. Segundo explicou, um reitor terá solicitado um espaço de 12 hectares para uso pessoal, e não institucional.


“O reitor deslocou-se até ao nosso parceiro e pediu 12 hectares para construir uma residência para a sua velhice. O terreno foi cedido, mas, surpreendentemente, em vez de tratar directamente com o parceiro, apresentou uma queixa contra a Konda Marta, alegando usurpação de um espaço onde pretende erguer uma universidade”, declarou.


Daniel Neto acrescentou ainda que o espaço em causa não corresponde a um projecto universitário, mas sim a uma residência privada do reitor dos campus universitários da Universidade Agostinho Neto, Dr. Pedro Magalhães.


Já José Eduardo, também membro da empresa Konda Marta, manifestou descontentamento com a actuação da área jurídica da administração municipal da Camama.


“Ela não pode ameaçar as pessoas. Deve agir com base em princípios legais. A senhora Ana João afirma possuir um documento do Estado que determina a retirada de toda a população daquela área, alegando que os condomínios são destinados à reitoria. No entanto, a própria reitoria dialogou connosco para solicitar o espaço”, afirmou.


O caso continua a gerar tensão entre as partes envolvidas, enquanto as comunidades aguardam um desfecho por via judicial.

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