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SIC DESMANTELA FALSA “FORÇA DE INTERVENÇÃO” QUE BURLOU MAIS DE 5 MIL JOVENS COM PROMESSAS DE EMPREGO

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    Portal Destaques
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), em coordenação operativa com a Polícia Nacional de Angola e outros órgãos de defesa e segurança, desmantelou neste domingo, 10 de Maio, por volta das 11h40, no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos, uma associação criminosa autodenominada “Força de Intervenção Comunitária” (FIC).


Por: Redacção l Portal Destaques.ao


O grupo é acusado dos crimes de usurpação de funções, uso ilegítimo de designação, sinal e uniforme semelhantes aos das forças de defesa e segurança, além de extorsão e falsas promessas de emprego no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior.


Segundo o superintendente-chefe de Investigação Criminal, Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC-Geral, durante a operação foram detidos 60 cidadãos, incluindo os principais líderes da organização, surpreendidos em plena formatura clandestina ao ar livre, onde ministravam aulas de ordem unida.


As investigações preliminares revelam que a estrutura criminosa possuía mais de 5 mil membros em todo o país, sendo cerca de 1.800 apenas na província de Luanda. Para aderirem ao suposto projecto, os candidatos pagavam uma taxa de inscrição de 5 mil kwanzas e uma quota mensal de 2 mil kwanzas.


De acordo com o SIC, a associação era liderada por Dorotéia Domingos Correia Canhongo, que se apresentava como “Comissária-Chefe” e presidente da FIC, auxiliada pela sua filha, Eliana Dorotéia Canhongo, identificada como “Comissária” e directora de Recursos Humanos. Também faziam parte da liderança Carlos Augusto de Almeida Pascoal, que assumia o cargo de “Comissário-Adjunto” e vice-presidente, bem como Edgar Canhongo António, apresentado como “Superintendente-Chefe”. Todos encontram-se detidos.


O SIC esclareceu ainda que o uso de uniformes, insígnias e postos semelhantes aos das forças e serviços de defesa e segurança do Estado constitui crime previsto na legislação penal angolana.


As autoridades garantem que os detidos serão presentes ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais.


Por fim, o SIC apelou à população para denunciar grupos ou indivíduos que se façam passar por instituições do Estado, com o objectivo de preservar a ordem, tranquilidade e segurança públicas.

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