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“AUZÍLIO JACOB ROMPE SILÊNCIO E DESAFIA ORDENS DE MARA QUIOSA E ADÃO DE ALMEIDA”

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 8 de nov.
  • 2 min de leitura

Por: Redacção | Portal Destaques.ao


Um episódio sem precedentes de tensão política e quebra de hierarquia está a abalar os bastidores do MPLA e do Governo Provincial de Luanda. No centro da polémica está Auzílio Jacob, governador da província de Icolo e Bengo, membro do Secretariado do Bureau Político e Primeiro Secretário Provincial do MPLA.


De acordo com informações obtidas pelo Agita News, o conflito teve início após a exoneração do administrador do Calumbo, Miguel de Almeida, decisão tomada por Auzílio Jacob e que rapidamente provocou fortes reações dentro do partido e do Executivo.


A primeira contestação partiu da Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, que, segundo fontes, contactou o governador para suspender a exoneração. Quiosa justificou o pedido alegando que Miguel de Almeida é uma figura estratégica para o partido, destacando o seu carisma, proximidade com a juventude e capacidade de resolução de problemas locais.


Pouco depois, a pressão aumentou com a intervenção de Adão de Almeida, Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República. Além de motivos políticos, Adão de Almeida teria também razões pessoais, uma vez que o ex-administrador é seu primo. O ministro pediu uma moratória sobre a decisão de Jacob.


Contudo, a resposta do governador foi directa e contundente. Auzílio Jacob recusou ambas as pressões, afirmando que “não recebe ordens nem de Mara Quiosa nem de Adão de Almeida, apenas do Presidente da República”.


A atitude firme do governador causou espanto e desconforto entre dirigentes do MPLA. “Nunca um quadro do partido enfrentou publicamente duas figuras dessa dimensão”, declarou uma fonte sénior do partido ao portal, sob anonimato.


O episódio expôs as fissuras internas entre a estrutura política e os gestores nomeados, num momento delicado para o MPLA, que tenta reconstruir a sua base de apoio e conter a perda de influência em ano pré-eleitoral.

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