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UNITA PREPARA CONGRESSO DECISIVO: COSTA JÚNIOR, SAMAKUVA E MASSANGA ENTRE OS POSSÍVEIS CANDIDATOS

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    Portal Destaques
  • 3 de set.
  • 2 min de leitura

Por: Redacção l Portal Destaques.ao


A UNITA, maior partido da oposição em Angola, caminha para um momento crucial da sua história política. O XIV Congresso Ordinário está agendado para os dias 28, 29 e 30 de novembro, e promete definir não só a liderança do partido, mas também a sua estratégia rumo às eleições gerais de 2027.


O congresso foi convocado pelo atual presidente, Adalberto Costa Júnior, que deverá recandidatar-se ao cargo. A revisão dos estatutos e a eleição de um novo líder são os pontos centrais da agenda.


Segundo o jornalista José Gama, há uma forte tendência de continuidade, com Costa Júnior a surgir como favorito. No entanto, o ambiente interno indica que outros nomes poderão entrar na corrida.


POSSÍVEIS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA


O politólogo Agostinho Sicatu aponta alguns militantes que reúnem condições para disputar a liderança:


Adalberto Costa Júnior – atual presidente e recandidato natural;


Isaías Samakuva – antigo líder durante 16 anos, cujo regresso é defendido por alguns apoiantes;


Rafael Massanga Savimbi – filho do fundador da UNITA, Jonas Savimbi, que tem deixado sinais de ambições políticas;


José Pedro Katchiungo – candidato derrotado em 2011, que poderá reaparecer.


Outros nomes, como Liberty Chiaca (líder parlamentar) e Adriano Sapinala (secretário provincial de Luanda), já afastaram publicamente a hipótese de concorrer.


Rafael Massanga Savimbi tem ganhado destaque nos últimos meses. Embora não tenha confirmado oficialmente a candidatura, declarações como “Ignorar os jovens é trair o futuro” sugerem que pretende posicionar-se como alternativa e voz renovadora dentro do partido.


Para José Gama, a postura de Massanga não se apresenta como oposição direta à atual direção, mas como uma tentativa de projetar-se para o futuro da UNITA.


Já o nome de Isaías Samakuva voltou a ganhar força nas redes sociais após o anúncio do congresso. A sua longa liderança (2003–2019) marcou a história da UNITA, mas também deixou divisões internas que ainda persistem. Mesmo assim, Sicatu sublinha que Samakuva, tal como Costa Júnior e Massanga, continua a ser um ativo importante do partido.


Para além da disputa interna, outro tema central do congresso será o futuro da Frente Patriótica Unida (FPU). Criada para unir a oposição contra o MPLA, a plataforma perdeu força após a saída do PRA-JA Servir Angola, mas mantém a aliança com o Bloco Democrático.


“O congresso, com certeza, vai reiterar a continuidade da FPU”, garante José Gama.


Ainda assim, paira a grande questão: conseguirá a oposição angolana apresentar uma frente verdadeiramente unida e eficaz em 2027?

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