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"TEMPESTADE NA UNITA: FILHO DE SAVIMBI AGITA SUCESSÃO E FORTALECE APOIO A ADALBERTO COSTA JÚNIOR"

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    Portal Destaques
  • 8 de out.
  • 2 min de leitura

Por: Redacção l Portal Destaques.ao


A política angolana foi surpreendida esta terça-feira, 7 de outubro, com o anúncio da pré-candidatura de Rafael Massanga Savimbi — filho do fundador da UNITA — à presidência do partido. O anúncio, feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, um dia antes do início oficial da entrega de candidaturas ao XIV Congresso Extraordinário, causou um verdadeiro rebuliço nas plataformas digitais e acendeu o debate interno no seio do maior partido da oposição.


Enquanto o nome Savimbi volta a ecoar com força, trazendo à tona memórias da luta armada e do legado político do seu pai, a reação à sua candidatura foi imediata — e dividida.


Em resposta ao anúncio de Rafael, uma onda de apoio interno rapidamente se formou em torno do atual presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior (ACJ), considerado por muitos como favorito à reeleição. Numa demonstração clara de unidade, figuras históricas e dirigentes influentes assinaram uma carta pública reiterando apoio incondicional à continuidade de ACJ na liderança do partido.


Entre os signatários estão:


Navita Ngolo


Adriano Sãpinãla


Nelito Ekuikui


Paulo Lukamba "Gato"


Mais de 760 militantes influentes da UNITA


O documento, divulgado através da página do Primeiro Secretário Provincial da UNITA em Luanda, apela à união de todos os militantes, destacando a importância estratégica da liderança de ACJ para os desafios que o partido enfrentará até às eleições de 2027.


Nas redes sociais, o debate foi intenso. Muitos internautas e analistas políticos consideraram a candidatura de Rafael como simbólica, mas inoportuna. A comentadora Teresa Xissueca classificou o gesto como “precipitado”, argumentando que o partido sofre com o excesso de ambição individual:


“Depois do anúncio do Rafael, a conclusão que faço é que um dos maiores problemas da UNITA é que todos querem ser líderes e ninguém quer ser liderado.”


Ela acrescentou ainda que ACJ "está de bom tamanho e medida como presidente", alertando para os riscos da “ganância, ambição e tribalismo desenfreado”.


Outros militantes, no entanto, defenderam o direito legítimo de Rafael concorrer. O analista político Albino Pakisi sublinhou que a UNITA é um partido democrático:


“Na UNITA, basta ter as quotas pagas, tempo de militância e ficha limpa. Nada de bênçãos — apenas o cumprimento dos estatutos.”


Por outro lado, o ativista Carlos Manaça criticou a forma como a candidatura foi apresentada, notando a ausência de qualquer referência ao seu pai, Jonas Savimbi:


“Fugir das consequências nos aprisiona; enfrentá-las nos liberta.”


Embora haja quem veja em Rafael Savimbi um símbolo de renovação e continuidade histórica, muitos defendem que ele ainda não tem maturidade política suficiente para liderar o partido neste momento. Filipe Lubamba e Iria Brito, por exemplo, consideraram a candidatura “legítima, mas precipitada”, aconselhando o jovem político a construir a sua imagem com mais solidez para futuros congressos.


O XIV Congresso Extraordinário da UNITA, agendado para os dias 28 a 30 de novembro, em Luanda, será crucial para definir o futuro da liderança partidária. Com Adalberto Costa Júnior a gozar de amplo apoio da base e da elite política da UNITA, o apelo à unidade e coesão interna ganha força.


Enquanto isso, o primeiro campo de batalha é travado nas redes sociais — onde o sobrenome Savimbi volta a dividir opiniões, reacender paixões e marcar o ritmo da disputa política na oposição angolana.

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