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PRINCESAS DO POVO NTU DEFENDEM A POLIGAMIA COMO SERVIÇO, HARMONIA E VERDADE CULTURAL

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 5 de ago.
  • 3 min de leitura

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Numa recente entrevista as Princesas Chefes UenaNkenda Bomengo e Kiese Bomengo, mulheres do mesmo marido no Reino de TadiDiambuisu vô TadiDiantedimisi, partilharam a sua visão e experiência sobre o casamento poligâmico, conhecido entre o Povo Ntu como Makuela, defendendo-o como uma prática justa, espiritual e alinhada com os princípios ancestrais.


Por: Manuel Augusto


Durante uma conversa com o CANAL KUZABA, a que o portal de Notícias Destaques.ao teve acesso as princesas falaram abertamente sobre o papel das mulheres em lares poligâmicos, os benefícios da partilha conjugal e a verdadeira essência do Makuela, longe dos estigmas modernos.


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Para a Princesa Chefe UenaNkenda Bomengo, o Makuela não é apenas um arranjo conjugal, mas um propósito de reencarnação.


“Makuela é serviço. É propósito de reencarnação das mulheres que desejam voltar à Lei que os nossos antepassados justos viveram.


Trata-se de servir o marido e de gerar vida ",” afirmou.



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Na mesma linha, a Princesa Kiese Bomengo sublinhou que a mulher aceita estar num lar poligâmico por entender o valor cultural e espiritual da união.


“É um casamento justo e harmônico. Faz parte da nossa cultura ", disse.


Durante a entrevista, ambas rejeitaram a ideia de rivalidade entre mulheres do mesmo marido.


“Trabalhamos juntas para a edificação e prosperidade do lar. A relação é de irmandade e amizade.”, disse a Princesa UenaNkenda Bomengo.


“A relação é de partilha, unidade e sem confusão.”, acrescentou a Princesa Kiese Bomengo .

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Contrariando certos estereótipos, as Princesas afirmam que também as mulheres têm liberdade para escolher o homem ou lar que desejam servir.


“Desde que não haja impedimentos e o homem aceita, celebra-se o casamento.”, explicou a Princesa UenaNkenda.


“Homens ou suas mulheres podem solicitar mais esposas.”, confirmou a Princesa Kiese.


Entre as vantagens do Makuela, apontadas estão a prosperidade do lar, partilha de responsabilidades, apoio emocional e a eliminação da traição.


“Temos tempo para nós, tarefas compartilhadas, e mais filhos do mesmo marido para criarmos.”, afirmou a Princesa UenaNkenda.


“Não há segredos nem adultério, como nos casamentos modernos", reforçou a Princesa Kiese.


Quanto aos Testemunhos Pessoais, a Princesa UenaNkenda contou que recebeu a mensagem de acolher outra mulher através dos profetas e preparou a nova esposa como filha, em total harmonia:


“Recebi a Princesa Kiese como filha e entreguei ao nosso marido. Tudo foi tranquilo.”


Já a Princesa Kiese explicou:

“Aceitei este lar porque sei da verdade e da justiça do nosso marido.”


À margem dessa conversa as Princesas fizeram questão de esclarecer que Makuela não é adultério:


“No adultério, as mulheres vivem na mentira.


No Makuela, há ordem, verdade e serviço.”


“Adultério é relação fora da posse justa. Nós fomos pagas, vivemos com o nosso marido, em paz.”


Reconhecendo a existência de hierarquia entre as mulheres, as Princesas reforçaram que submissão não é sofrimento, mas respeito pela ordem:


“Ser submissa é reconhecer a autoridade do marido como cabeça do lar.”, disse a Princesa UenaNkenda.


“Devemos nos submeter, porque ele cuida de nós como chefe e guia.”, afirmou Kiese.


Em mensagem final, a Princesa UenaNkenda convidou as mulheres a aprenderem a verdade sobre o Makuela: “Muitas rejeitam por desconhecimento. Mas vivem em adultério.


Venham à Escola de Sabedoria Ntu e aprendam.”


A Princesa Kiese concluiu com firmeza, “Makuela é um casamento livre e confiável. Aqui sabemos onde está o nosso marido e com quem ele está.”


Desejaram vida longa ao Divino Ntothila TadiDiambuisu vô TadiDiantedimisi.

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