LUANDA ART FAIR 2025: ARTE E DIPLOMACIA CULTURAL CELEBRAM 50 ANOS DE ANGOLA NO PALÁCIO DE FERRO
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- 26 de jun.
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Por: Ernesto João
A Africell Luanda Feira de Arte / Luanda Art Fair regressou para a sua segunda edição, voltando a ocupar o icónico Palácio de Ferro, no coração de Luanda. A abertura oficial aconteceu nesta quarta-feira, 25 de Junho, com um programa especial dedicado à “US-AFRICA Business Summit”, onde a diplomacia cultural e o intercâmbio criativo estiveram em destaque.
Após a estreia em 2024, a feira cresceu significativamente, não apenas em dimensão, mas também em ambição. A edição deste ano conta com:
6 galerias comerciais
4 espaços artísticos adicionais
3 colectivos de artistas de províncias
1 exposição individual dedicada ao artista Kwame Sousa
Na ocasião, o Director Nacional da Acção Cultural, Pedro Chissanga, destacou o papel crucial das artes visuais no progresso das comunidades:
“As artes plásticas têm muito a oferecer, não apenas à cultura, mas também ao desenvolvimento socioeconómico. Actividades como esta ajudam a levantar a bandeira nacional e impulsionar a economia.”
O evento reforça a sua presença em Angola e expande-se para além-fronteiras, acolhendo participantes do continente africano.
Sob o lema “50 Anos de Independência de Angola”, esta edição homenageia o espírito criativo, a resistência e a reinvenção nacional, com os olhos postos no futuro, como sublinhou o Director Geral da feira, Dominick A Maia Tanner.
Dinamene Chongolola, gestora de comunicação da Africell, mostrou-se entusiasmada:
“O ambiente está incrível. Temos aqui seis galerias e estamos muito expectantes nesta edição.”
Xavier Narciso, Director Adjunto da Fundação Arte Cultura, afirmou:
“É uma feira muito diferente da primeira. A nossa galeria apresenta 20 artistas e 50 obras.”
Já o Presidente da Comissão Directiva da UNAP, Rosário Matias, realçou:
“Esta feira concretiza o que todo artista anseia: ver o seu trabalho exposto, apreciado e comercializado. O que se faz nas artes plásticas em Angola é fabuloso.”
O colectivo de artistas de Kinshasa (RDC) participa pela primeira vez. Segundo Johnson Mufaba:
“É uma grande experiência. Viemos com quatro artistas — Fany Bienga, Leo-Didi, Bene Bozene e Kondi Kiyambo — e 14 obras que retratam a vida urbana em Kinshasa.”
Também estreando-se, o colectivo da Huíla, representado pelo ilustrador Abias, levou seis obras:
“Trazemos a nossa filosofia e expressividade artística. Uma das nossas obras mais curiosas representa a ideia de que ‘o todo é constituído por partes’.”
Durante quatro dias, Luanda torna-se no epicentro da arte africana contemporânea, com uma programação rica: exposições, visitas guiadas, performances, arte ao vivo, palestras e eventos de networking, reunindo artistas, curadores, colecionadores e amantes da arte de dentro e fora do país.











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