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FNLA ACUSADA DE PERSEGUIR ANTIGO COMISSÁRIO DA CNE: MILITANTE DIZ TEMER PELA VIDA

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    Portal Destaques
  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura

Por: Ernesto João | Portal Destaques.ao


O militante da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e antigo comissário da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Nfinda Matubakana, denunciou neste sábado, 2 de agosto, em Luanda, estar a ser alvo de perseguições internas no seio do partido, situação que o obrigou a abandonar o país.


Em declarações à imprensa, Matubakana afirmou:


"Tive que sair do país com receio pela minha vida. Recebi várias ameaças nos últimos dias. Fui forçado a abandonar a minha casa e a dormir em locais indignos. Não tenho problemas com ninguém, nem dívidas — financeiras ou materiais — que justifiquem esse tipo de perseguição. Acredito que isso esteja a ser orquestrado por dirigentes do meu próprio partido."


Segundo o militante, o clima de hostilidade terá começado após ter liderado um grupo de militantes descontentes com a atual direção da FNLA e ter realizado uma conferência de imprensa onde acusou o presidente do partido de ser um "analfabeto político".


"Sempre fiz críticas construtivas e apresentei soluções. Não queremos apenas apontar erros, mas contribuir para um partido melhor. Cheguei a sofrer um acidente de viação durante uma perseguição, que danificou parcialmente a minha viatura. Desde então, fui forçado a abandonar o meu lar", denunciou.


Matubakana revelou ainda que, por receio de estar a cair numa armadilha, evitou apresentar queixa às autoridades, alegando não saber ao certo de onde partem as perseguições, mas suspeitando fortemente de elementos da direção do partido.


Em resposta às acusações, uma fonte do Comité Central da FNLA, que falou em exclusivo ao Portal Destaques.ao, desvalorizou as denúncias de Nfinda Matubakana e afirmou:


"Nfinda Matubakana é apenas um militante como muitos outros que raramente participam das atividades do partido. Na era do antigo presidente, Dr. Lucas Ngonda, ele foi comissário da CNE. No entanto, após o congresso de 2021, quando o Dr. Lucas perdeu o mandato, o atual presidente, Nimi a Simbi, solicitou-lhe um relatório da sua atuação, mas ele recusou-se a apresentar e declarou não reconhecer a nova liderança."


Segundo a mesma fonte, foi essa atitude que levou à sua exoneração e à nomeação da senhora Lucinda para o cargo. Desde então, Matubakana teria começado a "vitimizar-se", culminando numa conferência de imprensa onde acusou a direção de desvio de fundos e má gestão.


"O nosso partido não persegue ninguém. São os próprios que se vitimizam. Alguns militantes querem ocupar cargos de destaque sem trabalhar, sem participar das reuniões e sem compromisso. Para merecer uma posição no partido é preciso dedicação e avaliação", concluiu a fonte.


Nfinda Matubakana é considerado um militante sénior da FNLA, tendo ocupado o cargo de comissário nacional na Comissão Nacional Eleitoral. Após a mudança na liderança do partido, entrou em rota de colisão com a nova direção, levando a uma série de desentendimentos internos.

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