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FILOMENO VIEIRA LOPES: “O GOVERNO MATA PARA SE MANTER NO PODER”

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    Portal Destaques
  • 4 de ago.
  • 2 min de leitura

Por: Ernesto João l Portal Destaques.ao


O Bloco Democrático (BD) realizou, nesta segunda-feira, 4 de Agosto, uma conferência de imprensa na sua Sede Nacional, em Luanda, para abordar de forma frontal os acontecimentos subsequentes à paralisação dos taxistas ocorrida entre os dias 28, 29 e 30 de Julho.


Segundo o Presidente do partido, Dr. Filomeno Vieira Lopes, a paralisação foi uma tentativa legítima dos taxistas de serem ouvidos pelas autoridades. No entanto, em vez de diálogo, receberam repressão:


“Em vez de escuta, receberam ameaças, chantagem, tentativas de compra de consciência e até detenções arbitrárias, como foi o caso do vice-presidente da ANATA, Rodrigo Luciano Catimba.”


O líder do BD denunciou a morte de mais de 40 cidadãos, supostamente assassinados a sangue frio pelas forças de defesa e segurança:


“Temos informações documentadas sobre essas execuções. Entre as vítimas estão jovens, trabalhadores, estudantes, como a senhora Ana Mabuila – todos com sonhos e direitos.”


Além das mortes, Filomeno relatou a existência de centenas de feridos, muitos com sequelas físicas irreversíveis e sem qualquer assistência médica:


“O caso do activista ‘General Nilas’, baleado numa perna com munição real e detido durante uma ação pacífica de sensibilização, foi prontamente reportado aos órgãos de Direitos Humanos.”


Face à gravidade da situação, o BD apresentou um conjunto de exigências às autoridades:


1. Responsabilização imediata dos autores morais dos abusos cometidos pelas forças de defesa e segurança.


2. Criação de uma Comissão Independente de Inquérito, com representantes da sociedade civil, Ordem dos Advogados e ONU, para apurar responsabilidades criminais e administrativas.


3. Libertação imediata de todos os detidos arbitrariamente, sobretudo menores.


4. Reparação e indemnização às famílias das vítimas.


5. Fim do estado securitário disfarçado de ordem pública.


6. Levantamento do estado de sítio informal, em vigor desde a madrugada de 29 de Julho.


Em tom firme, Filomeno Vieira Lopes foi categórico:


“Este regime não está apenas cansado. Está podre. E quando um regime apodrece, começa a matar para se manter de pé. Vive em negação da realidade, mente para sobreviver, reprime para se proteger.”


Reafirmou ainda a missão do partido:


“O Bloco Democrático não se calará diante do medo. Estamos com os taxistas, com os jovens que se manifestam, com os activistas detidos por delito de opinião, como Osvaldo Caholo, e com as mães que choram os seus filhos.”


Por fim, defendeu a suspensão imediata do aumento dos combustíveis e uma gestão racional da economia:


“É preciso parar com o aumento dos preços. O país não pode continuar a gastar milhões com eventos como a vinda da selecção argentina, enquanto o povo passa fome. O diálogo com as forças sindicais dos taxistas é um imperativo nacional.”

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