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EUROPA MUDA DE POSIÇÃO E MAIORIA DOS PAÍSES RECONHECE OFICIALMENTE O ESTADO DA PALESTINA

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    Portal Destaques
  • 25 de set.
  • 2 min de leitura

Por: Ernesto João l Portal Destaques.ao


Após quase dois anos de guerra em Gaza, a causa palestiniana ganhou novo impulso diplomático. Na última segunda-feira (22), França, Bélgica e Luxemburgo anunciaram oficialmente, durante a Assembleia-Geral da ONU, o reconhecimento do Estado da Palestina, juntando-se a uma maioria crescente de países europeus.


Em Luanda, nesta quinta-feira (25), o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Palestina em Angola, Jubrael Alshomali, concedeu uma conferência de imprensa para abordar os avanços alcançados no seio das Nações Unidas.


Segundo o diplomata, 160 países votaram a favor da Palestina, incluindo nações historicamente próximas de Israel, como França, Reino Unido, Canadá e Austrália. Para Alshomali, este apoio representa uma viragem histórica:


“Esses países, que antes se apresentavam como amigos de Israel, agora condenam a guerra de humilhação que o governo de ocupação israelita continua a travar contra o povo palestino. O mundo descobriu que Israel é um estado de apartheid e que a sua narrativa já não encontra aceitação internacional.”


O embaixador destacou ainda que a União Europeia suspendeu projectos económicos com Israel e estuda novas medidas de sanção. Ele sublinhou que o reconhecimento internacional é um passo fundamental para elevar a Palestina como Estado soberano e reforçar a defesa dos direitos do seu povo.


Apesar da vitória diplomática, Alshomali lembrou a tragédia humanitária em curso: a guerra não se limita à Faixa de Gaza, mas estende-se a outras regiões da Palestina, com um saldo de cerca de 170 mil vítimas entre mortos e feridos, sendo a maioria mulheres e crianças.


Actualmente, 151 países — cerca de 80% dos membros da ONU — já reconhecem oficialmente o Estado palestino. Além de Rússia, China, Índia, todos os países árabes, quase toda a África e América Latina, a lista passou a incluir também nações do G7 como Reino Unido e Canadá, e outros aliados ocidentais, como Portugal, Austrália e Mónaco.


Este reconhecimento, proclamado inicialmente em 1988 por líderes palestinos no exílio, ganha assim dimensão global em meio à devastação da Faixa de Gaza e à persistente ocupação da Cisjordânia.

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