
MEMBROS DO COMITÉ CENTRAL REJEITAM FRENTE ÚNICA DA OPOSIÇÃO E ACUSAM NIMI A SIMBI DE VIOLAR OS ESTATUTOS
- Portal Destaques
- 12 de mai.
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Membros do Comité Central da FNLA vieram a público, nesta quinta-feira, 28 de Maio, para invalidar a alegada participação do partido na criação de uma frente única da oposição, acusando o presidente, Nimi a Simbi, de violar repetidamente os Estatutos da organização.
Por: Ernesto João l Portal Destaques.ao
Em declaração política, os signatários afirmam ter recebido com "grande espanto" a informação, divulgada através de um comunicado datado de 15 de Maio de 2026 e posteriormente partilhado nas redes sociais, sobre a criação de uma frente política integrada pelo Bloco Democrático (BD), FNLA, PDP-ANA, PNSA, Renova Angola e PPA, com vista à definição de uma estratégia eleitoral para as eleições de 2027.
Segundo os membros do Comité Central, a iniciativa foi assumida por Nimi a Simbi sem qualquer autorização do órgão competente do partido, numa altura em que o seu mandato se encontra próximo do fim, restando cerca de quatro meses para a realização do VI Congresso Ordinário da FNLA, previsto para Setembro de 2026.
Os dirigentes sustentam que a decisão configura uma clara usurpação de competências, uma vez que os Estatutos da FNLA atribuem ao Comité Central a responsabilidade de deliberar sobre acordos, alianças e compromissos políticos de grande relevância.
Na declaração, os membros do Comité Central apresentam vários fundamentos para a sua posição:
✔️ Acusam Nimi a Simbi de ter assumido unilateralmente compromissos para uma aliança político-eleitoral sem autorização prévia do Comité Central;
✔️ Recordam que a alínea v) do n.º 3 do artigo 28 dos Estatutos estabelece que compete ao Comité Central mandatar o Bureau Político para negociar acordos, convenções e plataformas políticas;
✔️ Referem ainda que a alínea g) do artigo 32 determina que o presidente apenas pode celebrar acordos mediante decisão favorável do Comité Central;
Alegam que o actual presidente é reincidente neste tipo de procedimentos, citando como exemplo a constituição do Grupo Parlamentar Misto entre a FNLA e o PRS, em Outubro de 2022, realizada sem autorização prévia do órgão deliberativo do partido.
Os signatários afirmam que, na ocasião, o Comité Central acabou por censurar a actuação do presidente, tendo a respectiva validação ocorrido apenas posteriormente.
Perante estes factos, os membros do Comité Central dizem repudiar e condenar as alegadas violações estatutárias praticadas por Nimi a Simbi e defendem que qualquer aliança firmada com os partidos mencionados carece de validade política e estatutária.
A declaração termina com um apelo aos órgãos do Estado, à sociedade civil, aos militantes, simpatizantes e amigos da FNLA para que reconheçam a invalidade da suposta aliança, sublinhando que o partido "carrega uma responsabilidade histórica para com Angola e o seu povo" e não pode ser envolvido em compromissos políticos à margem das suas normas internas.





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