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BD CONDENA DETENÇÃO DE LÍDER JUVENIL E ACTIVISTAS E FALA EM “ATAQUE GRAVE ÀS LIBERDADES DEMOCRÁTICAS”

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    Portal Destaques
  • 14 de nov.
  • 2 min de leitura

Por: Redacção l Portal Destaques.ao


A Direcção Nacional do Bloco Democrático (BD) emitiu uma nota pública condenando a “detenção arbitrária” do Secretário Nacional da Juventude do partido, Adilson Manuel, e dos activistas da sociedade civil Faustino Kanegue, Dumilde Quicassa e Tanaice Neutro, ocorrida nesta quinta-feira, 13 de Novembro, na Quinta Esquadra do Bairro Alvalade, em Luanda.


Segundo o BD, o grupo foi detido enquanto procurava informações sobre outros jovens activistas detidos a 11 de Novembro pela Polícia Nacional. A organização considera o acto um “ataque claro e grave às liberdades e direitos fundamentais consagrados na Constituição da República de Angola”, sublinhando que o comportamento das autoridades viola também instrumentos internacionais de direitos humanos ratificados pelo Estado angolano.


O Bloco Democrático afirma ser “inaceitável” que, no ano em que Angola celebra o Jubileu dos 50 anos de Independência — momento que deveria enaltecer a liberdade e os valores democráticos — ocorram actos que, segundo o partido, visam “calar a juventude e a sociedade civil”.


Na nota, o BD ressalta que os detidos “não cometeram qualquer crime”, estando apenas a exercer o direito de solidariedade e busca de informação, o que classifica como “sinal lamentável de intolerância” e “retrocesso no caminho para um verdadeiro Estado de Direito democrático”.


A Direcção Nacional do partido apresenta três exigências principais:


1. Libertação imediata e incondicional de Adilson Manuel e dos restantes activistas.


2. Respeito total pelos direitos constitucionais dos detidos, incluindo os direitos à informação, manifestação, reunião e liberdade de expressão.


3. Abertura de uma investigação rigorosa e transparente sobre as circunstâncias da detenção e responsabilização dos agentes envolvidos.


O BD acrescenta que a presença de activistas em esquadras “não representa a celebração que a juventude angolana deseja” para os 50 anos de Independência, defendendo que “a verdadeira homenagem” deve ser garantir liberdade, dignidade e fim da repressão.


A nota afirma ainda que o actual clima de contestação social, motivado pela carestia de vida, deve ser enfrentado com diálogo e políticas públicas eficazes — e não com repressão policial.


O partido critica também a alegada selecção de cidadãos “a dedo” para exibir alegria durante o jogo entre Angola e Argentina, classificando a medida como encenação num momento de crescente tensão social.


O Bloco Democrático conclui repudiando “firmemente” as detenções e anuncia que levará o caso aos “circuitos diplomáticos” para mobilizar a comunidade nacional e internacional em defesa das liberdades democráticas e dos direitos humanos no país.

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