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“BALAS NÃO MATAM A FOME: RAFAEL Marques ACUSA GOVERNO DE TERRORISMO DE ESTADO”

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    Portal Destaques
  • 21 de ago.
  • 2 min de leitura

Por: Redacção l Portal Destaques.ao


O jornalista e ativista angolano Rafael Marques acusou, nesta quarta-feira, 20 de Agosto, o Governo e o Presidente da República, João Lourenço, de praticar “terrorismo de Estado” e de atentar contra a soberania popular, afirmando que a repressão não é solução para a crise económico-social que o país enfrenta.


Segundo o director do portal Makaangola, “os maiores terroristas em Angola são aqueles que estão no Governo, nos transportes, em cargos ministeriais e, sobretudo, o próprio Presidente da República. Isto é que é terrorismo de Estado: desvirtuar a nação e desprezar a soberania do povo”.


Em entrevista à Lusa, o ativista reagiu às últimas detenções de cidadãos acusados de terrorismo e associação criminosa, classificando-as como uma tentativa do Governo de enfrentar a crise “à base da repressão”.


“As balas não alimentarão a população”, sublinhou.


Marques recordou os tumultos de finais de julho, na sequência da greve dos taxistas, que resultaram em 30 mortos e mais de 200 feridos. Para ele, a postura das autoridades apenas “agrava o fosso e o ódio entre a população e o Governo”.


O jornalista criticou ainda a ausência de responsabilização policial:


“Até agora não ouvimos falar em detenção de agentes da polícia que dispararam indiscriminadamente contra cidadãos, inclusive pelas costas. Isso é crime.”


Nas últimas semanas, líderes de associações e cooperativas de taxistas, moto-taxistas e lotadores foram presos pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC). São acusados de crimes como associação criminosa, incitação à violência, terrorismo e atentado contra a segurança nos transportes, relacionados com atos de vandalismo registados entre 28 e 30 de julho.


Também em Luanda, foram detidos dois cidadãos russos e dois angolanos — incluindo um jornalista — por suspeita de falsificação de documentos, financiamento e associação ao terrorismo.


Para Rafael Marques, Angola precisa de reformas profundas, cortes no despesismo público e combate sério à corrupção.


“Há fome a empurrar cada vez mais pessoas para os caixotes do lixo. O Presidente já deixou de governar, limita-se a manter o poder, e isso é muito triste.”


O ativista lamentou ainda a passividade dos taxistas diante da prisão dos seus líderes e deixou um alerta:


“Neste país elimina-se a inteligência para que a mediocridade esteja sempre em cima, nas instituições do poder, na sociedade civil, na oposição. É a mediocridade que mantém o povo no obscurantismo.”

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